(+55) (11) 2306-4801
NÚCLEO MEMÓRIA

Atividades núcleo memória |   Núcleo Memória participa de atividades relacionadas ao 11 de setembro no Chile

O Núcleo de Preservação da Memória Política esteve representado por seu educador e historiador, César Novelli Rodrigues, em atividades realizadas em Santiago, no Chile, durante as rememorações relacionadas ao 11 de setembro, data em que se recorda o golpe militar de 1973, liderado pelo general e comandante-chefe do Exército Augusto Pinochet contra o presidente socialista Salvador Allende. Além de participar das atividades, César visitou espaços e sítios de memória e compartilhou materiais da entidade com representantes desses locais.

No dia 10 de setembro, o Núcleo Memória iniciou seu percurso com uma visita ao sítio “Londres 38, Espacios de Memorias”, onde César foi recebido pela historiadora e educadora brasileira Maíra Máximo e por Juan Ilarraza, trabalhador do espaço. Localizado no bairro Paris-Londres, o local serviu como centro de repressão, tortura e desaparecimento da Direção de Inteligência Nacional (DINA) entre 1973 e 1975. Conhecido como “Cuartel Yucatán”, o aparato repressivo foi responsável pela morte de pelo menos 98 pessoas, e cerca de 1.100 pessoas foram levadas para o local. Em 2007, o espaço foi aberto ao público como lugar de memória.

Na parte da tarde, César visitou a “Corporación Parque por la Paz Villa Grimaldi”, localizada na comuna de Peñalolén, em Santiago. Ele foi recebido pela educadora Francisca Insunza Canales, que apresentou a história do local. Entre 1973 e 1976, o espaço foi utilizado pela DINA como centro de detenção, tortura e extermínio da ditadura chilena e era conhecido como “Cuartel Terranueva”. Estima-se que mais de 4.500 pessoas tenham sido levadas para lá, das quais 241 foram executadas ou vistas pela última vez no local. Desde o fim da década de 1980, movimentos sociais, principalmente de moradores das comunas de Peñalolén e La Reina, lutaram por sua preservação. Em meados da década de 1990, o espaço foi aberto ao público como lugar de memória voltado à educação em direitos humanos.

No dia 11 de setembro, quando foram rememorados os 53 anos do golpe, César visitou os arredores do Palácio de La Moneda, local-símbolo da ruptura democrática que tirou a vida do presidente eleito Salvador Allende. Além do edifício-sede do governo chileno, conheceu memoriais instalados em seu entorno, como a estátua erguida em homenagem a Allende, a porta da Morandé 80, a Placa Comemorativa aos Defensores da Moneda e o monumento “Mujeres en la Memoria”.

No início da tarde, César visitou a “Casa Memoria José Domingo Cañas – Fundación 1367”, onde foi recebido por sua diretora-executiva, Marta Cisterna Flores. Durante o encontro, Marta apresentou a história do local e as diversas atividades educativas e culturais desenvolvidas pela equipe. A casa serviu como extensão da Embaixada do Panamá até meados de 1974, sob a coordenação do sociólogo brasileiro Theotonio dos Santos, que conseguiu refugiar na residência um total de 375 pessoas. Em agosto de 1974, a casa foi apropriada pela DINA e transformada em centro de repressão, tortura e extermínio, funcionando dessa forma até o fim daquele ano. O local era conhecido internamente como “Cuartel Ollagüe”. Durante a visita, César também conheceu o arquivo do espaço de memória. Ao final, ele e Marta trocaram materiais institucionais.

Em seguida, César visitou o “Museo de la Memoria y los Derechos Humanos”, referência no campo museológico, onde se encontrou brevemente com Sandra Piñeiro Fuenzalida, chefe da área de Educação. Inaugurado em 2010, o museu tem sua origem ligada a uma das recomendações da “Comisión de Verdad y Reconciliación, Informe Rettig”, relacionada ao apoio à construção de memoriais. Segundo o texto original, o espaço foi concebido como um lugar de preservação e exposição de testemunhos e documentos sobre o passado recente do Chile, com o objetivo de contribuir para o fortalecimento da cultura dos direitos humanos e dos valores democráticos.

Encerrando as atividades do dia, o Núcleo Memória participou das ações realizadas no “Estádio Nacional de Chile”, importante lugar de memória da ditadura chilena. Estima-se que dezenas de milhares de pessoas tenham passado pelo local entre setembro e novembro de 1973, período em que o estádio foi transformado em prisão política. César conheceu o Circuito da Memória, espaço de preservação histórica e educação em direitos humanos localizado dentro do Estádio Nacional, incluindo a “Escotilla 8”, setor das arquibancadas de madeira que contém a frase “Un Pueblo sin memoria es un pueblo sin futuro”. No local, também foi possível ouvir o sobrevivente Patricio Sandoval Droguett, secretário da Corporação Nacional de Memória do Estádio Nacional para Ex-Presos Políticos.

Para ver registros fotográficos destas visitas, clique aqui.

Link’s dos espaços de memória visitados:

- Londres 38: https://www.londres38.cl/1937/w3-channel.html

- Parque por la Paz Villa Grimaldi: https://villagrimaldi.cl/

- Museo de la Memoria y los Derechos Humanos: https://mmdh.cl/ 

Galeria de Fotos


icone do whatsapp, quando clicar ira iniciar o atendimento por whatsapp