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O Memorial da Resistência de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, e o Núcleo de Preservação da Memória Política convidam para o próximo Sábado Resistente de 2025, a ser realizado no dia 02 de agosto, às 14h, no Auditório do 5º andar do Memorial da Resistência – Largo General Osório, 66 – Luz (ao lado da Sala São Paulo). O tema central do ano, “Brasil que Resiste: Lugares de Memória e Lutas por Justiça”, propõe uma reflexão sobre a importância desses espaços para contribuir nas reparações por violações de direitos, mas também como instrumento de resistência no presente, sendo necessária sua reivindicação. Em nosso próximo encontro, essa perspectiva será articulada ao campo das artes cênicas, especialmente do teatro. A atividade, intitulada “O Teatro como Ferramenta da Resistência e Memória”, abordará como o teatro possui um papel histórico de denúncia, crítica social e articulação política, seja através de espetáculos, seja por seus espaços físicos. O encontro propõe traçar paralelos entre a resistência teatral durante a ditadura militar e as lutas atuais contra a especulação imobiliária, a censura e o subfinanciamento da cultura. Contribuindo com o debate, contaremos com a participação de Izaías Almada, diretor de teatro, escritor e ex-preso político, que atuou na resistência à ditadura militar. Em 1999, Izaías escreveu a peça Lembrar é Resistir, encenada nas dependências do antigo DEOPS/SP. Um trecho da filmagem da peça será exibido durante o evento. Teremos a presença de Marcos Felipe, do Teatro de Contêiner Mungunzá, que trará reflexões sobre as lutas frente à crescente pressão do mercado imobiliário sobre os espaços culturais. Também receberemos de Cafira Zoé e Camila Mota, do Teatro Oficina, abordando a resistência no presente à censura e ao conservadorismo por meio da arte. Somando-se ao debate, teremos também a presença de Dulce Muniz, atriz, ex-presa política e dirigente da companhia Teatro Studio Heleny Guariba, abordando sobre sua trajetória e refletindo sobre os desafios do presente. O evento será realizado de forma híbrida (presencial e online), com transmissão através dos canais do Núcleo Memória @nucleomemoria, do Memorial da Resistência @memorialdaresistencia e do Tutaméia @tutameiaTV. Será emitido certificado de participação para as pessoas que estiverem presentes no evento presencial, mediante registro no local. PROGRAMAÇÃO PARTICIPANTES Marcos Felipe – Ator, jornalista e arte educador. Responsável pela produção geral da Cia. Mungunzá de Teatro e do Teatro de Contêiner Mungunzá. Pesquisa a função do Encenador no teatro contemporâneo com foco no espaço cênico, cenografia e performance. Cafira Zoé – Poeta, atriz e cantora, ensaísta, dramaturga, pesquisadora autônoma e artista transmídia. Pesquisa as forças contra-coloniais nas dissidências de gênero, sexualidade e nas relações multiespécie. É Mestre em Psicologia Clínica e Estudos da Subjetividade com a dissertação “cerca não prende rio”. Entrou para o Teat(r)o Oficina em 2015. Co-fundadora do arquivo mangue, indicado ao Prêmio Pipa 2024. É sapatão trinca-gênero e transfeminista. Camila Mota – Atriz, dramaturga, diretora, produtora, compositora, cantora, e artista visual. Entrou para o Teat(r)o Oficina em 1997 e foi a primeira mulher a dirigir um espetáculo da companhia, com "Mutação de Apoteose" (2023-2024), abrindo caminhos para as novas direções e trabalhos do grupo. Dirigiu o espetáculo de abertura da FLIP (2019) e a Noite de Gala do Circo no Theatro Municipal de SP (2024). É diretora da produtora Cabra Filmes e co-fundadora do arquivo mangue, coletivo de artes visuais expandidas, indicado ao Prêmio Pipa 2024. Dulce Muniz – Atriz, diretora e militante histórica do teatro e da luta política. Nascida em São Joaquim da Barra (SP), iniciou sua carreira no Teatro de Arena de São Paulo com Augusto Boal, Cecília Thumin e Heleny Guariba. Atuou no movimento estudantil e foi presa política durante a ditadura militar, como integrante do Partido Operário Revolucionário Trotskista (PORT). Atuou no Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (SATED-SP), contribuindo para a conquista da regulamentação da profissão de artista. É fundadora e diretora da companhia Teatro Studio Heleny Guariba e segue ativa na Cooperativa Paulista de Teatro, na luta por políticas públicas culturais. SERVIÇO |
| NÚCLEO MEMÓRIA | Av. Brigadeiro Luis Antonio 2.050 • Bloco B cjto 92 São Paulo, SP • (+55) (11) 2306-4801 • Whatsapp (11) 96335-3797 www.nucleomemoria.com.br |
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